15 de agosto de 2014
28 de maio de 2014
Sobre o Show de “Young Double + Homies” por Nanizaiawo Morgan // Resumo
A recente história do RAP feito em Angola tem um nome que vai se destacando e ganhando espaço fruto da sua persistência, originalidade e qualidade na composição das letras. Com um nome que já não passa despercebido a ninguém,YOUNG DOUBLE, está na recta final para o lançamento do seu primeiro trabalho discográfico, o álbum, cujo título será “O ÚLTIMO RAPPER”.
De algum tempo a esta parte, “Young Double” tem presenteado o público que o acompanha com algumas músicas soltas que vai lançando via net, vai preparando os seus “fãs” para o álbum, o rapper realizou a semelhança do ano passado um show numa das esplanadas do bairro Benfica, por sinal, sua zona de “jurisdição”.
O espectáculo que começou duas horas depois da hora marcada muito por culpa da irresponsabilidade do técnico de som contratado, teve tudo para ser perfeito se não fosse as graves falhas no microfone e mais uma vez por culpa do mesmo técnico. Mas finalmente começava a festa para a satisfação de quem estava lá desde as 15h e esperou duas horas sem no entanto ter desistido. O anfitrião subiu ao palco, um espaço devidamente improvisado com desenhos e o seu rosto grafitados na madeira, e com a música “COMEÇOU” dava então início ao que seria o show de “Young Double mais Hommies”.
23 de abril de 2014
Eva a Diva da ousadia no Rap angolano || Por Nanizaiawo Morgan e Edivaldo dos Santos
Ver mulheres a impor-se em qualquer campo, é sempre motivo para qualquer sociedade vangloriar-se numa época em que a emancipação é palavra de ordem. No rap não foge a regra e o movimento Hip Hop angolano sempre teve mulheres ousadas, aquelas que em tempos de preconceitos extremos desafiaram tudo e todos, usaram calças largas, colocaram mochilas nas costas e meteram-se a andar a pé até ao Elinga ou Feira Ngoma para fazerem freestyles e rompimentos no meio do que poderia se considerar um mar de homens.
Ora, pelo que a minha memória me permite lembrar, desde que se “instituíram” os lançamentos e vendas de CD´s antes na portaria da RNA, depois no Cine Atlântico e agora no Parque da Independência, apenas duas rappers ousaram lançar e vender os seus CD´s. Tratam-se concretamente de Donna Kelly e Marita Vênus. Depois de passar àquela geração de rappers ou de terem dado um black out, muitos de nós pensávamos que o rap feito no feminino estava extinto mas eis que surgem outras tantas meninas que apesar dos pesares vão de forma insistente e firme colocando as suas pedras para a construção dos alicerces deste movimentos cuja obra nunca termina. A Eva RapDiva é uma destas meninas que surgiu, criou o seu espaço e vai se impondo. Se calhar de forma um pouco apressada para um mercado que acabava de a receber, chegou, mostrou o que valia com freestyles que afinal é o que melhor e mais a identifica, rapidamente ganhou o seu público e criou o seu reino. Confesso que fui dos que ficaram cépticos quando ela anunciou o lançamento do seu primeiro álbum/Mixtape, não por falta de crença no trabalho dela e sim por achar rápido demais para isso e que apesar do crescimento quase vertiginoso precisava de mais algum tempo. Como que para desafiar ou contrariar isso, Eva juntou pontos, traçou linhas e partiu para a conquista do seu propósito e juntou a Mad Tapes, nada mais e nada menos do que a Label de maior sucesso na história do Rap angolano. Ousado como é também o seu C.E.O, Luís Queirós, ou se quisermos DJ Samurai, decidiu colocar a autora de “Rainha Ginga do Rap” a vender ao lado daquele que é um dos mais populares rappers da lusofonia da actualidade, o também chamado REI da Linha de Sintra NGA, com o álbum KING. E a EVA vendeu. O seu público esteve lá e os amantes de RAP voltaram não só ao Parque mas também a casa da Juventude para comprar um CD de Rap feito por uma mulher. Neste fim de semana NGA e EVA vão estar em Benguela para venda e sessão de autógrafos.
Quanto a obra em si, o nosso primeiro reparo vai para uma certa repetição dos temas/conteúdos nalgumas músicas, de resto, o álbum esta com boa qualidade sonora, conteúdo aprovado, com participações vocais e de produção relevantes, onde cinco das catorze músicas foram escritas pela RapDiva e noutras contou com ajuda de outros compositores. Como sugestão da nossa parte ficam as músicas “Mais Perto Do Meu Sonho” e “Bons Velhos Tempos” que contam com os excelentes coros de Tamin e Condutor e Pier Slow respectivamente.
Mais palavras? Encontrem-nas no álbum/mixtape da Eva que ela já disse tudo, aliás, a atitude em si, a CORAGEM, OUSADIA e PERSISTÊNCIA dela merecem uma SALVA de PALMAS, deixemos o orgulho e curvemo-nos.
Menos RAP e mais HIP HOP
Por: Nanizaiawo Morgan e Edivaldo dos Santos
Twitter: @NanizaiawoM e @NiggaEdi
10 de julho de 2013
Diakota “Sempre fui muito poderoso com as palavras e só o rap suporta isso” || Entrevista
Filipe Martins Pedro ou simplemente Diakota, é um rapper do município de Viana e membro da OTP. Com cerca de 12 anos de carreira, Diakota prepara o seu primeiro projecto à solo que deverá sair ainda este ano. Numa longa mas divertida conversa com o blog hip hop angolano, o rapper fala da sua trajectória que também é marcada por uma certa “Persistência Absoluta”, do EP a ser lançado e não se esqueceu de deixar alguns conselhos para os seus colegas. Convidamos-te a embarcar connosco nesta viagem e conhecer por dentro o autor do Hit “A viver por ti” // Baixe Aqui
Diga-nos quem é Diakota.
Diakota é um músico, compositor e director artístico.
Quando é que começas a fazer RAP? Eu me apaixonei pelo rap logo depois que vi o meu pai a ser morto na minha frente e naquele tempo uma prima minha ofereceu-me uma cassete do “Gabriel o Pensador”, “Quebra Cabeça”. Mas comecei a fazer mesmo a sério como freestyleiro de escolas e ruas em 2001 e depois de defrontar tantos fui parar no “Big Show” cidade rádio Luanda em 2002.
Desses tantos que defrontastes, venceste sempre? Na maioria venci é como tudo mas com poucos perdi, muito poucos mesmo hahahahah
Dos rappers no activo agora, quais os que defrontaste e venceste? Pick MC, MC Matita lembro de uma vez no baia com o senhor Vui Vui, Kadaff e outros já não estão no activo.
Venceste ao Vui Vui e Kadaff? Isso foi no espaço Bahia e eu nem gosto muito de lembrar disso mas acho que foi uma batalha boa e que serviu pra o resto do pessoal colocar os olhos em mim como bom rapper mas respeito muito aqueles senhores e admiro, foi só e apenas um Freestyle.
Diakota é então um monstro das ruas. Podemos considerar isso? Já tive esse apelido, mas agora mais maduro e adulto, sou o senhor Diakota das ruas pra as ruas.
Mais maduro e adulto. Até que ponto é que as ruas te fizeram rapper? Desde a morte do meu pai e a vivência dura de todos que me rodeavam, principalmente quando senti que Deus tinha uma missão pra mim que era chorar pela fome dos mendigos e falar pelos mudos.
E esse choro surge em forma de RAP? Pois é! Até agora eu choro desta forma.
O que o levou a fazer RAP e não outro estilo musical? O rap pra mim é o estilo mais aberto e explosivo quando eu quero falar com a alma e sempre fui muito poderoso com as palavras só o rap suporta isso, basicamente por isso.
No Hip Hop sempre foste rapper ou passaste também por outros elementos? Nunca tive outras facetas no hip hop a não ser se aldrabar de graffiteiro hahahahhahahaha mas a minha onda sempre foi a paixão pelo microfone.
Durante o tempo em que estás no RAP, tens quantas mixtapes ou álbuns? Olha eu já gravei um max single com os Luzidios o meu primeiro grupo, com os Black Soldiaz dois álbuns, com a OTP um álbum. Mas nenhum destes trabalhos chegou a sair, alguns por pessoas não sérias mas o da O.T.P ainda sai depois do “Sexta Feira Treze” e do “Verdades de Sangue” do BOSS Alírio e Diakota respectivamente.
Que avaliação fazes do teu trabalho até hoje? Cada passo que dou procuro ser sempre alguém melhor e tenho a certeza que tenho feito um bom trabalho, em tudo que fiz até hoje sempre real e original comigo mesmo.
O que é ser real e original contigo mesmo? É ser escravo dos teus ideais e admitir pra ti mesmo quando estás errado e não te desviares por razões fúteis. Tenho de saber sempre aonde meto os meus pés e o que é que eu defendo.
Tens por parte do público a aceitação que sempre esperaste? Ainda. Porque o tal público ainda nem sentiu metade do que eu sou, mas isto está perto. Enquanto isso me contento com o respeito que é grande.
3 de maio de 2013
21 de fevereiro de 2013
Produtor Mauro Feijó “Filiaduções” anuncia lançamento da 1ª Promo do álbum “Produto do Produtor” para dia 27.Fev.13
O produtor Mauro Feijó anunciou o lançamento da 1ª música promocional do seu álbum que deverá ser lançado ainda este ano. A música q terá como título “Mulher” é uma composição do Rapper “Dela Hustla”, voz principal de “CECI”, coro e guitarra de Leky Leury, produção de Mauro Feijó pela Filiaduções, mistura e masterização por CMC pela Ceezzy Music.
Com um conteúdo lírico profundo e que toca a alma de qualquer pessoa, a música trás mensagens que exaltam a importância de ser “mulher” e manter os valores que a definem. “Mulher” título dado em homenagem a todas as mulheres do mundo em especial as angolanas, será lançado em primeira mão e em simultâneo nos Blogs www.hiphopangolano.net e www.omovimentohihop.blogspot.com no dia 27 de Fevereiro véspera do mês dedicado a essas nossas “rainhas”.
Mauro Feijó que também é músico e compositor é o dono e senhor da Filiaduções, produtora onde já passaram nomes como CMC, Boss Alírio, Diakota entre outros; está nesse momento em fase de gravação do seu primeiro CD de Originais que terá como título “PRODUTO DO PRODUTOR”.
Bem haja a musica angolana e em especial o Rap.
Por: Nanizaiawo Morgan
25 de janeiro de 2013
4 de outubro de 2012
O “Fuba Feminino” na Opinião de Nanizaiawo Morgan
Valeu a ideia do DJ Soneca que decidiu juntar algumas das "RAINHAS" do nosso HIP HOP e fazer o Remix da música. Sobre a participação de cada uma delas, direi o q eu ouvi, senti e achei respeitando a opinião de cada um e por isso espero que a minha também seja respeitada.
Eva Cruzeiro, não conheço e nem sei muito sobre ela no RAP, pra ser sinceiro só comecei a ouvi-la a pouco menos de um ano e de tudo o q ouvi e sei, acredito que poderia ter feito mais, pareceu-me que estava a fazer um freestyle e não levou a música a sério e nem se comprometeu.
Girinha Costa, o estatuto dela no rap nacional dispensa apresentações, desde que comecei a acompanhar o HIP HOP em 1999 q a oiço (junto com a Dona Kelly, AfroDite e outras, remembering "Full time) e acho que poderia ter feito muito melhor até porque me parece a OLD Rapper do grupo, não obstante a isso, gostei muito de ouvi-la e das linhas que mandou.
Khris Gouveia, deu pra perceber que tem um outro conceito de como fazer RAP, fugiu daquela que é a linha e performance do FUBA e fez o que sabe (que infelizmente muita gente não percebe ou percebeu). Uma forma de escrever ultimamente pouco comum no rap nacional e ainda mais no feminino, foi muito LIRICISTA e fez o que muitos homens no rap não conseguem.
NÍRIA, é a primeira vez q a oiço e confesso q foi uma GRATA surpresa, gostei imenso mana. GO ON, muito ORIGINAL.
G PAMELLA, também é a 1ª vez q a oiço, apesar das dicas fortes q deu foi muito COPY/PAST de rappers como Extremo Signo e outros, poderia ter sido mais original. Limitou muito a sua linha de pensamento e consequentemente a criatividade.
UM ABRAÇO A TODAS PELA CORAGEM Q TIVERAM E POR NOS DAREM BOA MÚSICA. CONTINUEM A FAZER RAP E NÓS ESTAREMOS SEMPRE AQUI PRA CONSUMIR.
VIVA O HIP HOP
Por: Nanizaiawo Morgan