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17 de agosto de 2012

Diamond Lee Afirma “Os rappers da antiga escola eram muito mais verdadeiros e dedicados” e Vende a sua Mixtape Amanhã

Começou a mais de 10 anos a dar os primeiros passos pelo mundo do hip hop. Hoje, mais consistente e com mais expressão, DIAMOND LEE prepara dois trabalhos discográficos em simultâneo: A mixtape “Transpirando Experiência Vol. 2” e o álbum “A Bussula” com o seu grupo OS LÍRICOS juntamente com DGraffiti. Bastante controverso, o artista cheio de coragem e ousadia já surpreendeu muitos amantes do rap angolano com beefs enviados a 2artistas conhecidos do movimento.

Capa e tracklist da Mixtape a ser vendida amanha

capa frentenij

 

Quem é o Diamond Lee e como foi a sua trilha pelo mundo da musica?  Diamond Lee é um mc loucamente apaixonado pelo rap. Tornei-me fanático do hip hop em 1996 ou 1997 e nesse mesmo ano comecei a fazer os primeiros Freestyle. Em 1998 formei o meu primeiro grupo com o nome Silenciadores do Mal com quatro amigos do Morro Beto, BoyZinho, Ludy Primata, Djoss Mala e Fabio Cluver. Depois conheci Paul P numa sessão de Freestyle e formamos Conexão Viruz e Pestes só que como ele teve que ir fora estudar continuei a solo até conhecer DGraffiti e formamos Os Líricos.

Quais as suas fontes de inspiração a nível nacional e internacional?  A nível nacional admito ter tido motivação por causa dos primeiros pioneiros do hip hop mas não tenho inspiração, e a nível internacional tenho Boss AC e o Busta Rhymes.

Como classificação os mc’s da nova geração em relação aos da velha escola?  Há uma enorme diferença porque os rappers da antiga escola eram muito mais verdadeiros e dedicados. Lembro-me que naquela altura para ser rapper era preciso conhecer a filosofia hip hop, por isso haviam palestras e outros eventos do género. Agora a nova geração faz Rap por ilusão e sem sentimento.

 

Viveu durante alguns tempo na Namibia. Qual a diferença entre o rap angolano e o namibiano? Vive apenas 5 anos e durante esse tempo pude perceber que os rappers namibianos falam menos de Swagg, damas e tchilo. Em suma falam menos de boa vida em relação aos angolanos.

 

Em termos musicais porquê acha que a cidade de Luanda é sua como afirma na sua track Luanda Lee?

Sou de opinião que cada rapper tem que saber ocupar uma posição. Com base nisso ocupei a minha porque, olhando em torno do rap, o que faço não deixa nada a desejar. Respeito muito o ABDIEL e agora também estou a respeitar o ALIRIO e o FLY SKUAD, mas, mesmo assim o nome da cidade é LUANDA LEE.

 

O que sente que já fez para sustentar?

Consegui um numero elevado de fãs e apreciadores da minha musica um curto espaço de tempo e pelo facto de muitos deles considerarem-me o novo líder das punh lines.

 

Como se define dentro do movimento Comercial ou Underground?

Estaria a mentir-me se dissesse que sou comercial por causa do numero elevado de mensagens de intervenção social que virão no álbum do LÍRICOS.

Quais as suas ambições no mundo da musica? O que espera ganhar com o hip hop? Fazer com que o rap feito em Angola seja respeitado internacionalmente mas também como todo e qualquer rapper, ambiciono o topo e viver do que faço.

Qual o problema que tem com os artistas REPTILE, EXTREMO SIGNO, READY NEUTRO, KENDAZ E RAIVA que tantos menciona nas suas tracks? Não tenho nenhum problema com esses niggas, mas assuma não ter gostado nem um pouco dos beefs lançados por eles a outros niggas. Como por exemplo Extremo Signo e Unopsar antes de terem nome bifaram o movimento HorrorCore Aliado. O Raiva estava sempre atirar linhas ao Cage 1, o Reptile como todos sabem bifou Laton, Mr. K e muito mais. Ready Neutro já lançou uma musica a beefar todos que bateram na Rocha e o Kendaz porque atirou-me indirectas na musica “Esses Niggas São Malucos”, fora a falta de originalidade com base no que têm e no que fazem. Por isso também os beefei.

 

Essas são as suas razões para os ter atacado. Sente-se defensor dos rappers oprimidos? De certa forma sim, consegui perceber com as reações do pessoal que muitos amantes do hip hop e muitos rappers compartilham a mesma opinião que eu em relação aos beefs que esses já lançaram aos outros.

Depois de ter atacado verbalmente varias vezes até hoje ainda espera uma resposta? Para si, qual o motivo da falta de uma actitude… Eles têm atirado indirecta em algumas tracks e não só, até mesmo porque o Estremo Signo já foi ter comigo! Resumindo tem havido actitude mas fora da midia.

Que tipo de actitudes tem Recebido? Conte-nos como foi o seu encontro pessoal com Extremo Signo?

Mandam muitos recados a fazer ameaças, mandaram alguns putos ir ao meu bairro para saber onde vivo, com quem vivo e como vivo. Quanto ao encontro com o Estremo foi mesmo no meu bairro nas “Quartas do Morrão”. Estava com o meu grupo e o meus promotores e o Extremo e o Dj Soneca vieram ter connosco. Perguntou-me se tenho algum problema com ele e se o conheço e se ele já me fez algum mal e eu respondi que não, mas como ele estava a falar alto o meu amigo Dgraffiti mostrou-lhe que não gostou da forma como ele estava a falar e também gritou como ele. Por pouco saíram em quedas mas o organizador acudiu.

Não tem receio de uma resposta à altura? Não seria surpresa para mim até porque acho que eles têm capacidade para tal.

Acha que um rapper pode ganhar respeito e fama a custa dos beefs? Porquê? Será que foi esse o objectivo? De maneira alguma defendo essa opinião, apenas bifei esses porque também bifaram outros e o meu único objectivo foi “arrumar a casa”. Espero que fique mesmo bem claro que nunca me passou pela cabeça ficar famoso por isso intermedio dos beefs e também não se esqueçam que o diabo ainda existe há sempre um espaço para os bons e comigo não seria diferente.

 

O que acha que um mc deve fazer pra ser levado em causa?

Ser verdadeiro.

Sendo você muito frontal diga-nos quais são para si o top 5 dos rappers angolanos. E quais são piores…Piores: JD, Gomes, Morte, Terrível e VIP e os meus melhores são o Sandokan, MC K, Abdiel, Fly Skuad e Diamond Lee. Deviam ser 10 mas como pediram 5 tive que escolher!!

OBS: Entrevista de Mariana Rodrigues para Revista Carga

 

Fonte:

Revista Karga

Edição nº 14

Julho 2012

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